quarta-feira, 25 de março de 2015
terça-feira, 24 de março de 2015
DEFINIÇÃO DAS PRIORIDADES DA ESCOLA
Em nossa creche além de outras importâncias fundamentais, tem a função de instilar os conhecimentos básicos e necessários que servirão de alicerce para toda a vida educacional da criança. A creche também faz parte de uma das etapas da educação básica de acordo com o Mec, portanto é um curso com objetivos educacionais que necessitam de organização e planejamento.
Se tratando de creche, o nosso principal foco é brincadeira que é tão importante para o desenvolvimento intelectual dos nossos alunos, ou seja, a primazia de nossa unidade escolar é o planejamento com as brincadeiras, pois nossa clientela é composta de alunos de 1 a 3 anos de idade.
Com base na teoria de Vygotsky, a ação que envolve as brincadeiras cria a zona de desenvolvimento proximal, que possibilita a criança ir além do que ela já adquiriu. Através das brincadeiras as crianças vivem o mundo imaginário desprendendo das limitações do mundo real.
Quando uma criança rejeita a brincadeira é alvo de preocupações em nossa unidade, pois esse é um diagnóstico de que algo não está bem, e logo o adulto que está diretamente envolto a ele começa a dialogar com a gestão escolar, solicita para fazer contato com os pais e ou responsáveis para saber se há alguma situação atípica com a criança, descobrir as causas e tentar sanar o mais rapidamente possível o provável problema que afeta a criança.
Além disso, o adulto deve estar apto a se envolver e a brincar com as crianças, tornando-se assim mais disponível para seus alunos enquanto parceiros e incentivadores de brincadeiras.
Sabendo da importância que é o brincar para nossos alunos, nosso grande objetivo é possibilitar a diversidade de brincadeiras em momentos diferentes, em espaços diferenciados, com estratégias inovadoras e envolventes.
Sendo assim em nossa unidade temos duas prioridades uma é disponibilizar espaços em toda a escola para o desenvolvimento das brincadeiras, ou seja, organizar os espaços para dinamizar as chances de exploração com o meio, a outra é a execução de plano de formação para os professores.
Sendo nosso espaço externo amplo que pode oportunizar inúmeras brincadeiras, porém ele apresenta algumas caraterística que dificultam o desenvolvimento das atividades extraclasse, por exemplo: o tanque de areia, um lugar de grandes possibilidades de exploração, o nosso tanque é ideal para a faixa etária que atendemos, no entanto ele está exposto ao acesso de gatos e outros bichos que diariamente deixa a areia inadequada para a exploração das crianças. Também em nosso pátio há duas paredes com azulejo com a finalidade oportunizar as crianças novas vivências, viver experiências em material de suporte que não seja o papel, esse momento se torna prazeroso, e desperta a criatividade, desenvolve a socialização expõe sentimentos e aprimora traçados. No pátio há diversos brinquedos de grande aceitação por parte de nossos alunos, mas todas essas possibilidades estão prejudicadas em virtude de estarem descobertos, pois em dias ensolarado as atividades não podem ser realizadas em virtude do excesso dos raios ultravioletas na pela das crianças, e em dia chuvosos essas atividades também ficam prejudicadas, por isso a conquista dos espaços é uma das prioridades de nossa escola.
Nossa outra prioridade é com relação ao plano de formação, pois ainda encontramos dificuldades por parte dos docentes em conciliar teoria com a prática diária, e propor ações que promovam o desenvolvimento dos alunos de forma integral. Após um breve diagnóstico e observações realizadas junto aos professores em suas formações e práticas do docente, percebemos a grande necessidade de ampliação dos conhecimentos já existentes e novas práticas para serem atreladas as teorias. A primeira infância é a base para uma boa formação e elevar o nível de qualidade e conhecimento dos professores de creche, bem como a compreensão dos processos de aprendizagem e desenvolvimento infantil é de extrema importância para sua prática docente. Práticas simples que nos cercam diariamente na educação infantil, como por exemplo: a hora do sono, como proporcionar um momento de sono agradável, pensando em seu desenvolvimento. Que propostas, modelos ou sugestões que servirão de auxiliadores para contribuir para esse momento.
O estudo proporcionará ao professor novas descobertas, um novo olhar. As observações em sala e as discussões servirão de fonte para reflexão e estudos em htpc.
terça-feira, 17 de março de 2015
WEB 2.0 E A EDUCAÇÃO: UMA DIFÍCIL TAREFA EM ALIAR ESSES RECURSOS NAS SALAS DE AULAS
As pessoas estão cada vez mais conectadas, mesmo porque, a sociedade em rede não é um fenômeno que se dá pela livre espontânea vontade de todos os indivíduos do espaço comum, mas sim como uma ordem social que emerge enquanto formas, meios alternativo ás dinâmicas que se estabelecem em um mundo cada vez mais conectado e cada vez mais globalizado.
Sabe-se que a internet é uma aliada em potencial em nosso dia-a-dia, favorecendo maior agilidade ao nosso trabalho. Esse advento, mudou a nossa relação de comunicação com o mundo. Acreditamos que as redes sociais hoje é um facilitador da comunicação, interação, informação e atualidade e que não é possível ignora-la por seu encantamento e atrativo, mas temos que ter claro sua função educativa e trabalhar essa ferramenta com intencionalidade e aplicabilidade promovendo troca de conhecimentos e aprendizagem e como educadores proporcionar aos alunos uma reflexão para que possam reconhecer esse espaço digital para além das inutilidades.
Sendo assim, a WEB 2.0 tem sido um desses mecanismos revolucionários da era digital, portanto, não podemos desprezar os meios tecnológicos que visam uma melhor qualidade de vida e nos colocam aliar tais recursos a educação.
O conceito WEB 2.0 (World Wide Web), é uma nova tendência na relação de trocas de informações e colaboração por meio da internet e seus usuários, cujo objetivo é tornar esse ambiente on-line, em uma nova esfera, mais dinâmica na colaboração e organização de conteúdos.
De acordo com a O’Reilly Media, a Web 2.0 é um termo usado para designar uma segunda geração de comunidades e serviços, na qual a mesma foi criada desde o ano de 2004, tornando um ambiente de interação e participação.
Para Maness (2012), em seu artigo intitulado de “Web 2.0 e suas implicações”, salienta que esse recurso midiático e tecnológico engloba inúmeras linguagens, além de que a Web 2.0 aumentou a velocidade e a facilidade de uso de diversos aplicativos, sendo responsáveis por um aumento significativo no conteúdo existente na Internet.
Já Santos (2012), o site Wikepédia, é um exemplo de WEB 2.0 nas quais as informações são disponibilizadas e editadas pelos próprios internautas. Desta forma, podemos perceber que essa pode ser uma nova ferramenta para aliar o processo de ensino e aprendizagem sob uma política educacional mais dinâmica.
Shanhi (2006 p.6), a Web 2.0 tornou-se um serviço on-line interligados, que integra ferramentas de busca, e-mail, comunicador instantâneo, programas de segurança, e etc. o autor exemplifica que “com o aparecimento da Web 2.0 muitos sites deixaram de ser estruturas rígidas e estáticas e passaram a ser plataformas onde pessoas podem contribuir com o seu conhecimento”, salientando que essa plataforma potencia e facilita a obtenção de conhecimento, tendo um impacto na educação.
Deste modo, observamos que o “2.0” indica uma nova versão da internet, um novo capítulo, novos rumos para a grande rede, na qual o objetivo é fornecer aos navegantes mais criatividades, compartilhamento de informação e, mais que tudo, colaboração entre eles, fazendo com que esses navegantes tornem parte nesta revolução.
É notório que atualmente os sites mais visitados em todos os ambientes, inclusive no ambiente escolar se concentram nas redes sociais como facebook, twiter, instagran, entre outros. A partir da criação dessas redes, os usuários deixam de ser meros espectadores, podendo interagir, criar próprio conteúdo, comunicar-se com seus colegas e opinar de todas as formas sobre o que é apresentado na tela. Deste modo, o internauta/aluno deixa de ser um mero espectador, tornando-se um protagonista de suas próprias aprendizagens.
Ao analisarmos esses recursos por meio de discussão via fórum, leituras e observações empíricas; vemos que tal recurso tecnológico nos colaca a um processo atual cujo foco se sobrecai na formação de alunos autônomos. Portanto, a utilização da Web 2.0, passa a ser um novo campo de aprendizagem, da qual o docente pode se apropriar para dinamizar as suas aulas, pois, com base nestes conceitos, explodiram serviços de relacionamentos sociais, páginas repletas de vídeos, wikis, blogs e outros serviços com um traço em comum a participação efetiva do usuário nos dois sentidos do tráfego de informação recebe-se conteúdo dinâmico, fornece-se o mesmo tipo de informação com a mesma facilidade.
Para Maness (2006), “o mais interessante disto tudo é que não se trata de uma revolução tecnológica ou atualização brusca, é simplesmente uma mudança na maneira de promover conteúdo dinâmico através da internet”. Modo este, que nos colocam a um subterfúgio, da relação do “aqui e do agora”, ou seja, estamos vivendo uma época onde estar conectado não e uma opção e sim uma necessidade, em razão de uma nova ordem social que apresenta um mundo cada vez mais conectado.
Com esses adventos tecnológicos, a educação passou por mudanças, os conceitos de ensino aprendizagem ganharam aliados poderosos com a chegada da internet. O que notamos é que esse novo espaço, que agora se torna espaços interativos e colaborativos possibilitaram novas formas de aquisição de conhecimento. Sendo assim, os professores e gestores também não estão fora deste contexto, e é de fundamental importância pensar estratégias educacionais que possam dar acesso ao conhecimento de forma direcionada e organizada aos educando.
Portanto, se faz necessário uma nova postura frente a esse desafio educacional do modo de estar, um aspecto negativo é que nos dias de hoje, as pessoas não armazenam informações com tanta facilidade e procuram na internet toda a informação já processada, o que não estimula o pensamento crítico; bem como acreditam que a web é uma forma fria e traz a preocupação com as relações, principalmente com a interação e participação com a diversidade da linguagem tecnológica e humana (MANESS, 2006. P.7). sendo assim, a chamada revolução digital está em pleno desenvolvimento e não há muitas opções para se distanciar dela.
Portanto, nota-se que os problemas com os usos das tecnologias dentro do ambiente escolar causa alguns problemas práticos de gestão pedagógica que afetam diretamente o aluno, o professor e a coordenação das escolas sob a ótica da inserção desses recursos na dinâmica e no cotidiano da escola, bem como do trabalho do professor.
Segundo Antonio (2010), deixa claro em sua tese, que o professor hoje necessita ser um mediador do conhecimento e precisa saber fazer dessas tecnologias um campo de aprendizagem. Vejamos:
Por trás da figura do professor não reside apenas um “explicador de conteúdos”, ou mesmo de um “facilitador da aprendizagem”, mas também a de um gestor. Ao professor não cabe apenas ensinar, ou facilitar a aprendizagem, mas também:Avaliar o processo de ensino e aprendizagem por meio de ferramentas diversas que incluam uma série de observações diretas do aluno, provas e testes, trabalhos e tarefas, além da frequência do aluno e de aspectos sócio-educativos não mensuráveis quantitativamente, mas passíveis de avaliação diferencial;
Registrar todas essas avaliações, informações e suas observações sobre os alunos e sobre o processo de ensino e aprendizagem, bem como relatar os tópicos do currículo que estão sendo abordados, as estratégias e as atividades que estão sendo desenvolvidas com os alunos;
Analisar os resultados obtidos por diferentes formas de avaliação e coleta de dados e, à partir deles, tomar decisões de caráter pedagógico, de forma a replanejar suas estratégias de ensinança com base em critérios objetivos efetivamente observados e registrados;
Dar transparência, divulgar e discutir os resultados obtidos pelos alunos com os próprios, com a coordenação pedagógica da escola e com os responsáveis pelos alunos. (ANTONIO, 2010, p. 5).
Deste modo, observamos que há ainda uma grande resistência de docentes em utilizar esse novo recurso, para Antonio (2010), comenta que “o que vemos em muitos lugares, é uma expressiva quantidade de professores que ainda não utiliza o computador, a internet e outras facilidades tecnológicas”, ou seja, não conseguem ver esse recurso, como uma ferramenta pedagógicas para ensinar, nem como ferramentas administrativas para gerir o processo de ensino e aprendizagem.
O que se observa, portanto, é a grande dificuldade de trazer esse advento real para dentro das nossas escolas. Temos ainda professores e gestores, que insistem em não protagonizarem esses recursos tecnológicos dentro das suas instituições escolares, o que se observa é que com essa dinâmica do mundo globalizado coloca as escolas como obsoletas. Sendo assim, cabe a equipe gestora, articular e estar atento a essas novas dinâmicas; capacitando os seus docentes a uma formação contínua, desta maneira, dinamizando as suas aulas.
Por outro lado, temos a difícil questão de infraestrutura que o Estado oferece, além da má formação dos professores, há muitas escolas sem um espaço físico adequado para compor essa aprendizagem tecnológica, ficando a mercê de docentes em muitas das salas utilizarem apenas livros, o giz e a lousa.
As práticas arcaicas de gerenciamento do processo de ensino e aprendizagem, que ainda são visíveis na maioria das escolas, remontam à época em que esses mesmos professores eram alunos da escola primária. Assim, o que se vê na maioria das salas de aula ainda é um professor que utiliza apenas uma caderneta e, quando muito, um caderno auxiliar de anotações, quando deveria estar usando um notebook e as ferramentas web 2.0 da internet. (ANTONIO, 2010, p.6).
Para o autor, ainda é uma difícil tarefa de emergirem esses recursos dentro da unidade escola. As escolas vivem um conflito entre aliar os recursos tecnológicos, bem como o uso das práticas tradicionais dos docentes, o resultado que vemos então é um ensino pobre, e consequentemente, não provê meios de tomada de decisão eficientes. (ANTONIO, 2010, p.6). Sendo assim, a gestão escolar, possui uma difícil tarefa, por um lado, é fazer os docentes utilizar esses recursos em suas aulas e por outro a falta de embasamentos teóricos e práticos de resistência dos mesmos.
Portanto, o que deve ter em mente é como os teóricos behavioristas, compreendem, ou seja, o “aluno não é uma tábula rasa”, eles já vêm para as escolas cheios de informações. Deste modo, em um paralelo, percebemos assim, que a estrutura da WEB 2.0 possui esse caráter, porém essas informações necessitam ser transformadas em conhecimento, e é nessa ação que entra a função do gestor escolar, sendo ele um organizador da dinâmica escolar, capacitar os seus docentes em uma formação na qual os mesmos possam utilizar essa ferramenta com os alunos, a fim de transformar essas informações que a WEB 2.0 fornece, transformando em conhecimento.
Referencias:
ANTONIO, José Carlos. O uso das TICs na gestão pedagógica do processo de ensino e aprendizagem, Professor Digital, SBO, 23 abril 2010. Disponível em: <http://professordigital.wordpress.com/2010/04/23/o-uso-das-tics-na-gestao-pedagogica-do-processo-de-ensino-e-aprendizagem/>. Acesso em: 18 de dezembro de 2014 as 19:45h
MANESS, Janes. Tradução do original Library 2.0 theory:Web 2.0 and its implications for libraries, publicado na Webology, v. 3, n.2. Disponível em: http://www.webology.ir/2006/v3n2/a25.html.
Traduzido por Geysa Câmara de Lima Nascimento <geysa_flavia@hotmail.com> e Gustavo Henrique do Nascimento Neto
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